Sintomas - manifestações Físicas - manifestações mentais – mitos
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Síndrome do Pânico – O que é?
Muitas pessoas sentem ansiedade e não sabem se sofrem de um ataque de ansiedade ou da síndrome do pânico. O que é então a síndrome do pânico? |
A pessoa está na fila do supermercado à espera de pagar, já está à espera há algum tempo, mas só falta uma pessoa até chegar a sua vez. Espere… que sensação é essa? Está a sentir uma coisa estranha na garganta, sente uma espécie de aperto no peito, começa a faltar o ar e parece que o coração saltou um batimento, então pensa “Por amor de Deus… aqui não!”
Ela olha à sua volta – há perigo ou ameaças? Quatro caras pouco simpáticas atrás e uma pessoa à frente. Ela sente um formigueiro e umas picadas no braço esquerdo, sente uma leve tontura e depois têm uma explosão de medo enquanto teme o pior. Está quase a ponto de sofrer um ataque de ansiedade.
Não há dúvidas em sua mente de que este vai ser um dos grandes. Ela se concentra: lembra-se de tudo o que lhe ensinaram e agora chegou a hora de aplicar essas técnicas.
1- Você começa a respirar fundo como se recomenda
Inspira pelo nariz e expira pela boca. Você pensa em coisas relaxantes e quando inspira novamente você pensa “Relaxa”, e depois expira.
Se não fizer um efeito positivo imediatamente, pois às vezes, o fato de você se concentrar na respiração pode trazer mais insegurança.
2- Relaxamento muscular gradual.
Você faz tensão nos ombros, mantém durante 10 segundos e depois relaxa. Você tenta outra vez.
Não… ainda não sente diferença. A ansiedade ainda aumenta e só o fato de não ter mais técnicas para utilizar, torna o seu pânico ainda maior. Era bom que estivesse a sua família, um amigo ou amiga ao seu lado e assim poderia ter confiança para lidar com a situação.
Se os movimentos anteriores não forem executados ou forem mal executados, a adrenalina pode passar a correr solta pelas suas veias, tem um formigueiro no corpo, sente a sua pulsação, sensações desconfortáveis e agora pode haver o medo de perder o controle. Ninguém à sua volta faz idéia do terror que a pessoa está a sentir. Para eles é um dia igual aos outros e mais uma ida chata ao supermercado.
Agora você não tem mais opções por isso recorre ao seu plano de emergência.
A melhor técnica para lidar com um ataque de pânico é fugir deixando tudo para trás enquanto foge. Não há tempo para pedir desculpas – ela precisa de estar sozinho/a.
Sai então sai de onde estava e entra no carro. Será que este pode ser o ataque pior, aquele que vai ultrapassar os seus limites mentais e físicos?
Dez minutos depois o pânico diminui e desaparece.
São 10 da manhã e essa pessoa não sabe como vai chegar ao fim do dia.
Esta situação parece-lhe familiar? Talvez as sensações do seu corpo sejam um pouco diferentes. Talvez lhe tenha acontecido pela primeira vez num avião, no dentista ou mesmo em casa enquanto não fazia nada de especial. Se você já teve um ataque de pânico ou ataque de ansiedade não se preocupe, pois muitas pessoas sofrem deste problema.
Um ataque de ansiedade vem de um sentimento vivo e iminente de medo. Você sente que vai perder o controle do seu corpo e vai ter um ataque de coração e que vão acabar os seus dias.
Se você reconhece em si esses processos, saiba que não está sozinho; existem milhões de pessoas com transtornos de ansiedade. Cerca de 5% da população sofre de algum tipo de transtorno de ansiedade e sofrem das manifestações físicas e das manifestações mentais deste problema. Alguns podem ser ataques de pânico pouco frequentes, enquanto outros podem ser tão frequentes que as pessoas não querem sair de casa.
Os ataques de pânico frequentes podem transformar-se no que os médicos chamam de síndrome de ansiedade e muitas pessoas exageram as consequências dos ataques.
Um dos primeiros passos para recuperar o controle de sua vida é encontrando informação útil. O início da sua recuperação começa aqui.
O que interessa é que a sua vida pode voltar a ser o que era. Pode reconquistar uma vida sem preocupações, que já teve, e além disso ganhar uma nova confiança na vida.

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Sintomas da Síndrome do Pânico
Existem vários sintomas da síndrome do pânico enumeradas abaixo. Antes disso é necessário entender que a síndrome do pânico é uma doença do foro psicológico. Pode haver uma má interpretação dos sintomas o que leva a um agravamento da situação.
Se você olhar para os sintomas e está a procura e quer encontrar um problema psicológico… você vai encontrar esse problema mesmo que ele não exista. Entrar em pânico porque você pensa que tem a síndrome do pânico acontece e isso vai piorar a sua situação se encarar a doença como incurável. |
O desafio do tratamento da síndrome do pânico não é uma tarefa impossível. Não se preocupe porque a síndrome do pânico é uma doença que tem tratamento e não são necessários obrigatoriamente remédios ou medicamentos.
A síndrome do pânico está ligada à ansiedade generalizada. Um ataque de pânico começa a ganhar força muitas horas antes do próprio ataque. Os ataques de pânico ganham força da ansiedade que se acumula ao longo das horas e dos dias. A ansiedade é definida como um estado de apreensão ou medo, provocado pela antecipação de uma ameaça, incidente ou situação, sejam elas reais ou imaginárias.
A ansiedade é uma das emoções humanas mais comuns durante a vida. No entanto, a maioria das pessoas que nunca teve um ataque de pânico, ou extrema ansiedade, não consegue compreender a natureza assustadora dessa experiência.
Alguns dos sintomas da síndrome do pânico são tonturas extremas, visão embaçada, formigueiro, falta de ar – e isso é apenas o começo! Quando estas sensações acontecem e as pessoas não sabem a razão, acham que contraíram uma doença ou algum grave problema mental. A ameaça de perder completamente o controle parece bastante real e, naturalmente, assustadora.
Estes são alguns dos sintomas da síndrome do pânico:
- Tonturas que levam ao pânico.
- Arrepios e calores seguidos de ansiedade.
- Falta de ar e apertos na garganta e no peito.
- Falta de conexão com o que se passa à sua volta.
- Preocupações obsessivas e pensamentos indesejados.
- Batimento cardíaco muito rápido e formigamentos no corpo.
- Um medo aterrorizador que o pânico vai fazer você passar dos limites.
Estas são algumas situações que podem acontecer a pessoas que tem síndrome do pânico:
- Ir parar ao pronto-socorro ou ao hospital porque pensou que estava a ter um ataque cardíaco, mas afinal era ansiedade.
- Medo de parar de respirar porque tem um aperto no peito e a respiração irregular.
- Medo dirigir e ficar parada no trânsito, numa ponte ou num sinal vermelho.
- Nervosismo, medo de perder o controle e enlouquecer.
- Ter pensamentos ansiosos que não consegue parar.
- Desconforto em lugares fechados como shoppings, supermercados, cinemas, transportes públicos.
- Nervosismo e ansiedade em situações que antes eram normais.
A síndrome do pânico, ataques de pânico e ansiedade generalizada são problemas graves mas existem vários métodos de tratamento. Para eliminar totalmente os ataques de pânico o tratamento deve ser feito sem medicamentos, pois são só forma temporária de atenuar os sintomas.
Para um tratamento efetivo da síndrome do pânico é necessário entender a doença e criar uma mentalidade de calma e controle.
Tentar resolver este problema é possível com alguma dedicação para entender melhor este problema e assim vencer o problema da ansiedade.

Nervosidade e efeitos bioquímicos
Quando confrontados com o medo o cérebro manda sinais para o sistema nervoso. O sistema é responsável para preparar o corpo para a ação e também acalma o corpo e restaura o equilíbrio. Para executar estas duas funções vitais o sistema nervoso autônomo conta com duas secções, o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parasimpático.
O sistema nervoso simpático responde a sinais de Stress e prepara o nosso corpo para a ação e aciona o sistema de ataque-fuga, enquanto que o sistema nervoso parassimpático é aquele que restaura o equilíbrio faz nosso sistema, glândulas e finalmente o corpo retornar ao estado normal de relaxamento. Nosso corpo é acionado de forma a responder a esse stress.
Quando um destes sistemas, simpático ou parassimpático, são ativados eles estimulam todo o corpo causando várias sensações e reações pelo corpo

O sistema simpático é responsável por libertar adrenalina das glândulas supra-renais. Estas glândulas estão localizadas acima dos rins. As glandulas supra renais também libertam adrenalina que funciona como um mensageiro químico para o corpo estar a 100% (para a ação: fugir ou atacar). Quando um ataque de pânico começa não dá para desligar o sistema ataque-fuga tão rapidamente como ele foi acionado. Existe sempre um período com ansiedade aumentada e continua enquanto estes sinais viajam pelo corpo.
Normalmente depois de algum tempo o sistema nervoso parassimpático é acionado. O papel dele é retornar o corpo ao seu funcionamento normal depois do perigo iminente desaparecer. O sistema parassimpático é a parte do sistema nervoso do qual gostamos mais porque nos retorna ao estado de relaxamento e normalidade.
Quando utilizamos uma técnica que aprendemos para diminuir a ansiedade, uma técnica de relaxamento, por exemplo, estamos na realidade incentivando o sistema parassimpático a entrar em ação. Uma coisa boa da qual nos temos de lembrar é que este sistema vai entrar em ação mais cedo ou mais tarde, quer tentemos quer não. O corpo não continua numa espiral de ansiedade cada vez mais intensa. Chega a um ponto em que a ansiedade desliga e o corpo fica relaxado. Este é um dos vários sistemas que temos integrado ao corpo para sobrevivermos.
Mesmo se você se preocupar e estressar muito para manter o sistema nervoso simpático a funcionar ele vai acabar por parar. Com o tempo ele torna-se mais esperto que nós e percebe que na realidade não existe perigo. O nosso corpo é extremamente inteligente – a ciência moderna está sempre a descobrir novos padrões de inteligência que correm pelas células do nosso organismo. O nosso organismo parece ter uma infinidade de maneiras para lidar com um conjunto de funções muito complicadas que nós tomamos por certas. O principal objetivo do nosso organismo é viver bem e de saúde pelo máximo de tempo possível.
Não Está Convencido?
Tente deixar de respirar durante o máximo de tempo possível. Não importa a sua força mental, você nunca consegue vencer a força de vontade do corpo. Isto são boas noticias – não importa se tenta convencer-se que vai morrer de um ataque de pânico, você não vai morrer por causa disso. O seu corpo vai passar por cima do medo e procurar por um estado de equilíbrio.
Nunca ninguém morreu de um ataque de pânico.
Lembre-se disso da próxima vez que tiver sintomas da síndrome do pânico. A sua mente pode prolongar as sensações do ataque de pânico por mais algum tempo, mas eventualmente tudo vai voltar ao estado de equilíbrio. O estado de equilíbrio (homeostase) é o que organismo procura sempre atingir.
A interferência para o seu organismo não é mais do que um exercício dos seus sentimentos.
O nosso corpo não entra em alarme com estes sintomas. Porque deveria de entrar em alarme? O nosso organismo conhece as suas capacidades. É o nosso consciente que entra em pânico, que fica assustado e exagera com medo e terror! Nós temos a tendência de esperar pelo pior e de exagerar as nossas sensações. Um batimento cardíaco acelerado é um ataque cardíaco. Uma mente demasiado ativa é quase esquizofrenia. A culpa é sua? Nem por isso – nós estamos simplesmente a fazer diagnósticos com má informação.
Efeitos Cardiovasculares
A atividade no sistema nervoso simpático aumenta o batimento cardíaco, acelera a circulação em todo o corpo, assegura que todas as áreas importantes para o reflexo ataque-fuga estejam com muito oxigênio. Isto acontece para preparar o corpo para a ação.
Uma coisa fascinante do reflexo ataque-fuga é que o mecanismo manda o sangue e energia de onde ele não é necessário (através da contração dos vasos sanguíneos) para os lugares onde ele é necessário, músculos dos braços, pernas e do tronco.
Por exemplo, no caso de haver um ataque físico o sangue vem da pele, dedos, dedos dos pés e é movido para as áreas ativas como as pernas e músculos dos braços.
É por isso que muitas pessoas sentem falta de sensibilidade e formigueiros durante um ataque de pânico que são mal interpretados como um risco para a saúde, como o inicio de um ataque cardíaco. É interessante que as pessoas que sofrem de ataques de ansiedade pensam muitas vezes que tem problemas de coração. Se você tem mesmo essa preocupação então deve consultar o seu médico para verificar tudo. Assim você pode tirar conclusões e esquecer esse medo.
Efeitos Respiratórios
Um dos efeitos mais chocantes do ataque de pânico é a falta de ar e a respiração rápida. É muito comum que durante um ataque de pânico a pessoa sinta um aperto no peito e na garganta. Todos temos o medo de perder o controle da nossa respiração e normalmente a ansiedade aumenta por causa do medo que temos de parar de respirar.
O pânico pode causar a uma paragem respiratória? Não.
Os ataques de pânico são associados a um aumento do ritmo respiratório e na quantidade de ar inspirado. Isto tem uma importância obvia para a defesa do corpo pois os tecidos precisam de mais oxigênio para preparar para a ação. O que sentimos quando aumenta a respiração pode incluir a falta de ar, hiper-ventilação, sensações de falta de ar e mesmo dores e apertos no peito. O problema real é que estas sensações são estranhas para nós e não parecem naturais.
Em ataques de pânico muito extremos em muitas ocasiões a pessoa pode sentir que não podia confiar no próprio corpo para respirar. Por isso precisaria respirar conscientemente e dizer a si próprio para inspirar e expirar. Claro que isso não é o suficiente para as necessidades de oxigénio do corpo e por isso esse sentimento aumenta ainda mais – e a ansiedade também. Então pode aplicar uma técnica e deixar o meu corpo fazer o que ele faz melhor – seguir os instintos biológicos.
Um efeito secundário importante da respiração mais rápida (especialmente quando não existe atividade física) é que a quantidade de sangue que vai para a cabeça diminui. Enquanto que esta diminuição de circulação para o sangue não é perigosa, ela produz uma variedade de sintomas desagradáveis mas que não fazem mal. Estes incluem tonturas, visão enevoada, confusão, sentimento de irrealidade e suores frios.
Outros Efeitos Físicos dos Ataques de Pânico
Existem outros efeitos produzidos pela ativação do sistema nervoso simpático, nenhuma das quais fazem mal. As pupilas dilatam para deixar entrar mais luz, o que pode resultar em visão turva e em “ver estrelas”, etc. Existe uma diminuição da salivação, resultando numa boca seca.
Existe uma diminuição da atividade no sistema digestivo, que muitas vezes dá náuseas, uma sensação pesada no estômago e mesmo prisão de ventre. Finalmente, quando os vários grupos musculares ficam tensos em preparação para o ataque-fuga isso pode resultar e várias sensações de tensão, por vezes transformando-se em dores e tremores.
No geral o mecanismo de ataque-fuga ativa todo o metabolismo corporal. Por isso é que as pessoas sentem calores e suores, pois este processo utiliza muita energia e depois a pessoa sente-se cansada e esgotada.
Gostaria de chamar a atenção sobre os mitos da síndrome do pânico porque existem rumores que dizem que um ataque de pânico pode causar a morte, o que é totalmente falso. Estes rumores ainda aumentam mais o medo que as pessoas têm da doença e não ajudam no tratamento da síndrome do pânico.


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Manifestações mentais
O mecanismo de defesa, ataque-fuga, afeta o aspeto físico e mental alterando a bioquímica do corpo promovendo grandes alterações metabólicas. O objetivo desse mecanismo é alertar a pessoa do perigo potencial que pode estar presente. Por isso, quando ele é ativado a prioridade mental é a de procurar por potenciais ameaças à sua volta. Esta reação está programada bem no fundo e é quase impossível de ignorar. É difícil concentrar-se em alguma coisa, pois a mente está treinada para procurar por todas as potenciais ameaças e não quer desistir até a ameaça ser identificada. |
Um dos fatores que aumenta a intensidade das manifestações mentais e físicas dos ataques são os mitos da síndrome do pânico. Estes rumores que se transformam em mitos dizem coisas erradas (que é possível morrer de um ataque de pânico, o que é totalmente falso) e isto só piora a situação de quem sofre deste problema.
Quando o pânico aparece, muitas pessoas procuram pelo caminho mais rápido e mais fácil para sair do local. Algumas vezes a ansiedade pode aumentar se temos a impressão que sair nos vai causar algum tipo de embaraço social.
Se você tiver um ataque de pânico no local de trabalho mas acha que deve continuar com a tarefa que está a fazer, é normal você ter muitas dificuldades em se concentrar. É muito comum ficar com agitação e desconforto geral nessa situação.
Muitas pessoas sofrem ataques de pânico ao indicam que a luz artificial – como aquela que vem dos ecrãs dos computadores e das televisões – pode muitas vezes começar ou piorar o ataque de pânico, particularmente se a pessoa está cansada ou esgotada.
Vale a pena pensar nisso se trabalha durante períodos longos num computador. Você deve instalar lembranças frequentes no seu computador para se levantar da secretária e ir apanhar um pouco de ar fresco.
Quando se tem um ataque de pânico e não é encontrada nenhuma ameaça externa, a sua mente começa a olhar para dentro e considera possíveis doenças no corpo ou na mente das quais poderia estar a sofrer. Isto inclui pensar que comeu alguma coisa estragada ao almoço até à possibilidade de estar a ter uma parada cardíaca.
A pergunta importante é:
Porque é que o mecanismo de ataque-fuga é ativado durante um ataque de pânico mesmo quando parece que não há nada para você se assustar?
Após uma investigação mais profunda, parece que temos medo das próprias sensações – temos medo de perder o controle de nosso corpo. Estes sintomas físicos inesperados criam um medo ou pânico como se alguma coisa estivesse muito mal. Porque é que sente os sintomas físicos do mecanismo ataque-fuga quando não se tem medo?
Existem muitas formas de estes sintomas se manifestarem e não só através do medo. Pode ser que você está com muito estresse na sua vida e este estresse resulta num aumento da produção de adrenalina e de outros químicos que de vez em quando produzem estes sintomas.
Este aumento de adrenalina pode ser mantido quimicamente no corpo mesmo depois do stress ter desaparecido. Outra possibilidade é a sua dieta, que afeta diretamente os nossos níveis de estresse. Cafeína em excesso, álcool e açúcar são conhecidos por aumentar o estresse no organismo. Sua dieta e tem muita importância nisso.
Emoções presas e não resolvidas são muitas vezes apontadas com um possível catalisador dos ataques de pânico, mas é importante dizer que não apenas analisando a sua psique e entrar no seu subconsciente para poder resolver os problemas de ataque de ansiedade. Pode-se lidar com o momento presente e desarmar um ataque de ansiedade e remover a ansiedade geral que inicia o ataque.


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Mitos da Síndrome do Pânico |
Perder a Sanidade Mental - Perder o Controle - Desmaiar em Público - Ataques Cardíacos - Irrealidade e Desconexão
Existem vários mitos e más interpretações relacionadas com a síndrome do pânico.
A frase “Estou ficando louco?” aparece sempre na mente das pessoas quando têm os seus primeiros ataques de pânico. Primeiro é preciso saber quais são as manifestações físicas e mentais da síndrome do pânico e saber quais são os sintomas mais comuns.
É compreensível ter medo de ficar louco quando se sofre de ataques de pânico iniciais. A maioria das pessoas sabe pouco sobre esta doença mental, por isso muitas pessoas tiram conclusões extremas e precipitadas. Essas conclusões são normalmente baseadas na má informação e numa forte imaginação.
Perder a Sanidade Mental
A doença mental mais conhecida é a esquizofrenia – mesmo a palavra já assusta uma pessoa normal.
A esquizofrenia é um transtorno caracterizado por sintomas tão severos como problemas na fala, ter delírios ou convicções estranhas (muitas pessoas que sofrem desta doença dizem que ouvem vozes) e alucinações. Além disso a esquizofrenia aparenta ter uma predisposição genética forte. A esquizofrenia não é uma manifestação mental da síndrome do pânico.
Normalmente a esquizofrenia começa muito suavemente e não de repente como os ataques de pânico. Adicionalmente, como está na família, só uma minoria das pessoas pode ficar com esquizofrenia, e nas outras pessoas por muito estresse que tenham nada pode causar isso.
O terceiro ponto importante é que as pessoas que ficam esquizofrênicas mostram sintomas durante toda a sua vida (como pensamentos pouco normais, diálogos floreados, etc.) Por isso, se ninguém notou isso em si, então não há grande probabilidade de ficar esquizofrénico. Isto é especialmente verdade se já tem mais do que 25 anos, pois a esquizofrenia normalmente aparece no fim da adolescência até aos 25 anos.
Vamos agora falar dos principais mitos do síndrome do pânico.
Perder o Controle
Durante um ataque de pânico algumas pessoas tem medo de “perder o controle”. Esta perda de controle pode ser corporal, ou seja que os seus órgãos vitais vão desligar ou de perder o controle mental e da realidade. Muitas vezes as pessoas que odeiam ser embaraçadas em situações sociais é que sofrem mais disto.
Perder o controle pode ir de atropelar um passante inocente enquanto conduz, ou pegar numa faca e matar a pessoa que está perto de si.
Não se preocupe! Por muito alarmantes que esses pensamentos sejam você não vai cometer nenhum destes atos! Relaxe. A razão que você está a sentir esses pensamentos é porque sente o seu corpo fora de controle. Sua mente sente que se o seu corpo está fora de controle, a mente é a próxima da lista.
Você não vai perder a cabeça. Em geral, de todos os ataques de pânico que teve em lugares públicos, provavelmente ninguém notou nada e você tinha uma aparência confortável. Por natureza nós somos animais sociais e temos pavor de ser vistos em algum tipo de situação embaraçosa. Saltar da sua cadeira numa reunião de negócios e começar a gritar por uma ambulância pode passar pela sua cabeça, mas é improvável que isso aconteça. No final das contas, mesmo se nos envergonharmos socialmente, não é o fim do mundo.
Temos de aprender a ser mais calmos conosco. E se fizéssemos uma grande cena e passarmos por uma grande vergonha? A vida é demasiado curta para manter as aparências a toda a hora. Quanto mais honesto você for com os seus medos, menos pressão está a por nos seus ombros.
Desmaiar em Público
A base do medo de desmaiar em público é que nos tornamos tão vulneráveis, especialmente se estivermos sozinhos. Quem vai olhar por nós enquanto estamos sem sentidos no passeio da rua? Também temos medo de desmaiar por ter tanto medo e de talvez nunca acordar, mas sim entrar em coma. Os desmaios acontecem por falta de circulação sanguínea no cérebro. Quando desmaiamos o nosso corpo cai no chão e assim o sangue terá mais facilidade de chegar ao cérebro – esta é mais uma forma inteligente do organismo se proteger.
Para simplificar, desmaiar durante um ataque de pânico é pouco provável devido a quantidade de sangue que está a circular. O seu coração bate mais rápido que o normal e o cérebro tem sangue suficiente. As tonturas sentidas durante um ataque de ansiedade são causadas pela respiração acelerada, e enquanto pode ser confuso para a pessoa esse efeito é inofensivo e não leva ao desmaio.
Ataques Cardíacos
Quase todas as pessoas que tem ataques de ansiedade têm medo de ter algum problema no coração. Vamos olhar para os fatos.
Os principais sintomas de problemas de coração são falta de ar e dores no peito, e as ocasionais palpitações e desmaios. Estes sintomas são geralmente relacionados com a intensidade do esforço físico. Isso quer dizer, quanto mais exercício faz, piores ficam os sintomas e quanto menos exercício fizer melhor.
Os sintomas normalmente desaparecem rapidamente se o indivíduo descansar. Isto é muito diferente dos sintomas associados com os ataques de ansiedade. Certamente os sintomas de um ataque de ansiedade podem ocorrer durante o exercício, mas são diferentes dos sintomas de um ataque cardíaco porque ocorrem frequentemente quando ocorrem enquanto não está a fazer atividades físicas. O mais importante é que as doenças cardíacas produzem sempre cargas elétricas no coração, que são facilmente detectadas por um eletrocardiograma. Nos ataques de pânico a única coisa que aparece num eletrocardiograma é um leve aumento do batimento cardíaco.
Por vezes, existem pessoas que pensam da mesma forma sobre o batimento cardíaco e da respiração. As pessoas convencem-se a si próprias que quando se preocupam demasiado sobre o coração ou se concentram demasiado no ritmo do coração, pensam que o coração fica confuso e que ele se esquece como deve bater corretamente. São bastante comuns as pessoas que sofrem de ataques de pânico monitorar regularmente os batimentos cardíacos para ver se o coração ainda está trabalhando.
É verdade que nós podemos afetar o nosso batimento cardíaco através da mente. Quando nos concentramos podemos verificar um ou dois batimentos irregulares. Isso não é nada com que se preocupar. Lembre-se que o nosso corpo tem uma grande inteligência interna e só por querer que o seu coração pare isso não vai acontecer. Deve aprender a ficar mais confortável em relação ao seu coração, deixe-o fazer o trabalho dele. Tente ouvir o seu coração quando está relaxado e também quando faz exercício. Quanto mais confortável você está com os diferentes ritmos cardíacos, mais confiança vai ter nele quando está com problemas.
Se está preocupado em relação a problemas de coração, faça um eletrocardiograma para ficar com a consciência tranquila. Se você fizer um eletrocardiograma e o médico disser que está tudo em ordem então pode assumir com segurança que não tem problemas cardíacos. Além disso, se os sintomas ocorrem em outras alturas sem esforço físico tem mais uma prova que não tem problemas cardíacos.
Sensação de Irrealidade e Desconexão
Este é um sintoma que não é muito falado na literatura dos ataques de pânico e de ansiedade. É o sentimento de irrealidade e de desconexão que alarma muitas pessoas pois pensam que estão para perder o juízo e a ficarem loucas.
As pessoas que tem ataques de pânico dizem muitas vezes que se sentem desconectadas do mundo e que parece que estão fora da realidade. Esta sensação é descrita como se o mundo se tivesse tornado uma mera projeção de um filme. Esta sensação é alarmante para as pessoas e muitas vezes leva a pessoa a pensar que houve alguns danos permanentes no seu cérebro, causando estas sensações.
Uma manifestação típica deste caso é quando uma pessoa está em uma conversa e de repente se sente muito isolada e fora da situação. Quando a sensação aparece ela pode ter um impacto tão grande, que demora dias a desaparecer pois a pessoa não pára de pensar nisso.
Essa é uma coisa que muitos médicos e especialistas não falam. Isto não passa de um efeito secundário de demasiada ansiedade e vai desaparecer quando o seu corpo aprender a relaxar. Quando o corpo volta ao estado normal de relaxamento e tem a oportunidade de decompor alguns químicos em excesso que foram produzidos pelas glândulas supre renais as coisas ficam melhores. Deve dar tempo a estas coisas e essas sensações vão calmamente diminuindo e desaparecendo.
Como vê, a síndrome do pânico não é o fim do mundo e quando você começa a entender o problema têm mais força para o encarar. O tratamento da síndrome do pânico é possível se você seguir os passos certos.
dados:SindromeDoPanico.net